As apurações são realizadas pela equipe da Delegacia Especializada em Investigação de Crime Cibernético. De acordo com a Delegada Danielle Aguiar Carvalho, o adolescente assumiu a produção do vídeo com as ameaças. "Ele disse que tudo não passou de uma brincadeira e, ao perceber a repercussão que o conteúdo estava tomando, decidiu excluí-lo", explica ao comentar que o aluno informou não ter nenhum problema interpessoal com as pessoas que aparecem nas imagens e nem sofre bullying por parte dos colegas.
O material ficou disponível na internet por dois dias e a mensagem deixou pais preocupados. Eles procuraram a unidade, na última quinta-feira, a fim de que os fatos fossem esclarecidos. "O massacre, em tese, ocorreria hoje. Fizemos uma investigação rápida e continuamos as apurações. Vamos ouvir outros alunos e profissionais da instituição de ensino", observa a Delegada. Mesmo sem a confirmação dos fatos, a direção da escola informou à PCMG que cerca de 120 alunos faltaram às aulas, diante à notícia da possível ação violenta.
O estudante pode responder por ato infracional análogo ao crime de ameaça. Após a conclusão do trabalho investigativo, o procedimento será remetido à Justiça para a aplicação da medida socioeducativa cabível. O Chefe da Divisão Especializada de Investigação aos Crimes Cibernéticos e Direitos do Consumidor, Delegado Guilherme da Costa de Oliveira Santos, faz um alerta: "essa resposta da Polícia Civil é importante para mostrar que, mesmo através de perfis fakes, conseguimos chegar à autoria, quebrando a ideia de impunidade de quem pratica crimes virtuais".



